Teologia dos Votos


Conselhos evangélicos

Os conselhos evangélicos são aspectos da vida de Cristo pelos quais os religiosos católicos vivem a restrita uniformização com Cristo, tornando-se novos Cristos para a Igreja (cristiformização). Os conselhos evangélicos são seguidos pelos consagrados mediante votos professados em institutos de vida religiosa (ordens e congregações religiosas) ou em institutos seculares. Através destes votos, os religiosos seguem as constituições dos seus respectivos institutos, vivendo os conselhos evangélicos segundo o carisma de seu grupo religioso. Os Votos mais comuns são os votos de pobreza, castidade e obediência.

O grau de seguimento e cumprimento destes conselhos evangélicos varia de instituto para instituto, sendo as ordens religiosas mais austeras, onde os Votos são professados solenemente. Isto em oposição às congregações religiosas, que só obrigam os seus membros a professarem os votos na sua versão mais simples. A diferença mais marcante destas duas versões está no cumprimento do voto da pobreza.

Voto de Castidade

A castidade ‘por causa do reino dos céus’ que os religiosos professam há ser apreciada com insigne dom da graça. Pois libera de modo singular o coração do homem para inflamar-se mais na caridade de Deus e dos homens todos. (Concílio Vaticano II – Perfectæ Caritatis)

Onde houver homens e mulheres apaixonados por Jesus e sua causa haverá vida religiosa. Sem essa experiência teologal, sem essa relação pessoal e, cada vez mais exigente e gratificante com Jesus, o Senhor, sem essa sedução não justificamos nenhum de nossos passos na vida religiosa. (Pe. José Maria Guerrero – Vinho novo em Odres Novos)

Lembrem-se, além disso, todo, e em particular os superiores, que mais seguramente se guardará a castidade se entre os membros floresce a verdadeira caridade fraterna na vida comum. (Concílio Vaticano II –Perfectæ Caritatis)

A vida religiosa é uma escolha sobre quem estaria no centro de sua vida numa maneira exclusiva e absoluta que determina todos os seus outros amores e todas as suas escolhas na vida. No caso de um religiosos, a escolha última não é para a organização, nem para um ministério que podem ser realizados fora da vida consagrada, mas, sim a escolha de um pessoa, Jesus Cristo, com centro de sua vida e de união com Deus. (Irmã Sandra Schneiders, IHM – Sellind All).

Voto de Pobreza

Nossa formação inicial sobre pobreza no recente passado foi uma formação defeituosa, com uma visão tão estreita, jurídica e moralista, que não houve nem alegria na vivencia desse voto. Foi mais um dever, uma obrigação, algo imposto e uma necessidade sem graça para assumir a vida consagrada. Não nos dirigiu para o amor a Deus e ao próximo.

Nunca vamos entender completamente o sentido religioso da pobreza se não contemplarmos o Verbo que se fez carne e por opção se fez pobre. Todo sentido e teologia do voto da pobreza estão na pessoa e na imitação do Verbo Encarnado.

O religioso livremente toma uma posição diante dos bens materiais da criação, isto é, escolhem viver uma falta relativa ou insuficiência relativa de bens deste mundo. E fizeram esta opção livremente para poder buscar melhor seu “Único Absoluto”, Deus. A razão humana ultima, até na pobreza material, foi motivada sempre por uma razão espiritual.

Religioso precisa viver uma maior simplicidade de vida buscando somente o necessário. Precisam afastar-se de qualquer indicação de luxo e do desnecessário. O religioso começou assumir que não tem direito para o desnecessário quando há outros ao nosso lado com necessidades.

Enquanto um religioso era jovem, deu a impressão que o mais desafiante aspecto da pobreza seria a prática da pobreza material. Sentimos mesmo nosso apego às coisas materiais. Mas, com o tempo, o religioso colocou seus dois pés no chão e percebeu que a parte mais difícil na vivencia da pobreza realmente foi à pobreza do espírito.

Voto de Obediência

Teologia da obediência orienta a vivencia da consagração religiosa, especificamente no aspecto do relacionamento entre o superior e o voto de obediência. Mais que discutir teorias novas fornece pistas para reflexão, oração, discernimento e ação sobre a função de um superior local em uma comunidade religiosa. Tem ainda a finalidade de refletir sobre qual deve ser a atitude dos membros de uma comunidade religiosa diante de um superior na questão básica da obediência religiosa.

Por Alan Lucas de Lima

 

 


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