Defesa da Vida

Legalizar o aborto: diminui ou aumenta essa prática?

Publicado em

Pegue lápis, papel, calculadora e surpreenda-se com os resultados.

Quais são os números reais sobre o aborto? Podemos ter um número aproximado? É verdade tudo o que publicam sobre esse assunto na mídia?

Existem muitas instituições e organizações que são favoráveis à legalização do aborto, que divulgam números e frases prontos, quase “slogans”, que as pessoas em geral aceitam sem questionar. Uma delas é a seguinte: “legalizar o aborto diminui essa prática”. Vamos pensar, refletir e investigar sobre essa frase. Leia o resto deste artigo »

Anúncios

Temos que defender as coisas de Deus ou não O amamos

Publicado em Atualizado em

Adefesadavidahumanaeumdeverdecada_um
Professor Felipe Aquino

Hoje pela manhã na comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista se iniciou o encontro GENTE DO BEM – Juntos pela vida, com uma palestra muito bem explicita pelo Prof. Felipe Aquino, acompanhe um resumo de sua palestra. 

Não tem nada mais importante do que a vida. “O amor abriu as mãos de Deus e surgiram as criaturas” (São Tomás de Aquino). O que ele quer dizer é que a vida é a maior expressão do amor a Deus. O Catecismo da Igreja Católica (CIC) traz a pergunta: “Por que Deus criou o mundo, será que não estava satisfeito com a Trindade? Leia o resto deste artigo »

Novo código civil argentino define que a vida ‘começa na concepção’. Ponto para a vida!

Publicado em

Apesar de seu governo socialista, o novo código civil da Argentina define que a vida começa no ato da concepção o que distancia a descriminalização do aborto no país.

feto

Os deputados argentinos aprovaram o texto – que já havia passado pelo Senado – no dia 1º de outubro, depois que algumas alterações foram feitas como a retirada de termos que autorizaria a barriga de aluguel e a fecundação assistida póstuma, isso é, quando o pai ou a mãe já morreram, mas preservaram seus óvulos ou espermatozoides.

De acordo com a Folha de São Paulo, a decisão de aceitar que a vida começa na concepção foi tomada diante da pressão da Igreja Católica, mas é possível encontrar informações de que em 1994 o país assinou pactos internacionais como a Convenção Americana de Direitos Humanos que possui o mesmo entendimento sobre o tema.

Até 2012 o aborto na Argentina só era liberado para casos onde a saúde da mulher estivesse em risco ou para casos onde a gestante tenha problemas de insanidade mental. Apenas naquele ano foi autorizada a interrupção da gravidez em casos de estupro, uma decisão histórica da Suprema Corte da Argentina.

O novo código civil argentino irá facilitar o divórcio, agilizando o procedimento quando apenas uma das partes pede. Outro tema aceito no texto está a adoção de crianças por solteiros, sendo que o juiz poderá decidir sobre o caso dentro de 90 dias.

Ainda falando sobre filhos, o código civil estabelece uma regra para os nomes dizendo que deve ser escolhido entre o sobrenome do pai ou da mãe. Se o casal não entrar em acordo, será feito um sorteio no registro. Outra regra para nomes é que poderá incorporar ao nome completo palavras indígenas.

Source: Comunidade Shalom

Uma belíssima reflexão sobre o valor da vida humana

Publicado em Atualizado em

vida

“Eu vim para que todos tenham vida,
e a tenham em abundância” (Jo 10,10)

Na condição de bispo da Igreja de Jesus Cristo, fui enviado por essa mesma Igreja a essa Igreja particular da Diocese de Assis, a fim de prestar os devidos serviços em favor da obra evangelizadora para o bem dessa porção do povo de Deus, segundo as orientações da sã doutrina e do direito eclesial constituído da referida Igreja. Por isso, escrevo aos cristãos católicos autênticos e também aos pseudos católicos que utilizam a Igreja como instrumento de oportunidades. À todos tenho algo muito importante a dizer a respeito da doutrina eclesial sobre a base da vida. Como é de praxe, aos católicos mais interessados, recomendo uma leitura básica, porém atenta, do Catecismo da Igreja Católica. É necessário que os cristãos católicos conheçam melhor a sua Igreja. O grande problema atualmente, é que muitos católicos ou que se dizem católicos, não conhecem a Igreja, quando não a manipulam para extrair vantagens próprias.

Diante da constatação dos não poucos ataques à vida que constantemente vem à tona por parte de pessoas e entidades de todos os gêneros, em nível nacional e internacional, através dos recursos das diversas modalidades de comunicação empregadas na defesa da cultura de morte, como bispo dessa Diocese, confesso que ultimamente estou muito preocupado diante das atitudes de grupos e pessoas que revelam-se católicos, mas que demonstram pouco ou nenhum conhecimento da doutrina que dizem pertencer, assim como quanto a participação de vida eclesial, quando não existe, pouco deixa a desejar. A partir dessa preocupação, em resposta aos tantos ataques aos direitos à vida humana que ultimamente têm chegado ao meu conhecimento, venho a público em defesa da pessoa do inocente indefeso, ainda na condição de zigoto, embrião e feto. Dirijo-me ao Povo de Deus da Diocese de Assis com essa reflexão sobre a vida, que apesar de sua brevidade, a mesma encontra-se totalmente fundamentada nas fontes da fé e na razão humana. O que lhes escrevo, mais do que eu, é o que a Igreja pensa e reconhece como verdade.

1. A história da vida.
O aparecimento do ser humano na obra da criação constitui um ponto de chegada. Nesse momento porém, inicia-se a história propriamente dita, que é, em última análise, a história da vida, de seu desenvolvimento, de sua vitória sobre os obstáculos. A vida tende para a plenitude.
Também a vida de cada ser humano é um percurso desde o seu início com a “semente da vida”. O óvulo fecundado já possui identidade. Já é uma pessoa portadora de direitos, porém não de deveres. Já é totalmente um ser humano, pois, ele não virá jamais a tornar-se humano, se não o for desde então. (cf. AAS 66 (1974) p. 738, nn. 12 e 13). Do ponto de vista físico e do ponto de vista espiritual, contém toda a potencialidade para o seu desenvolvimento. É a maravilha do código genético.
O embrião não é parte integrante do corpo materno, mas membro da espécie humana. Não é um simples organismo biológico, mas um novo sujeito de direitos. É uma vida em evolução. É um fim e não um meio. Possui dignidade. A diferença entre o embrião e a pessoa já nascida, situando-se no mundo como criança, adolescente, jovem, adulto e ancião, deve-se a nutrição e ao tempo.
A vida constitui o fundamento mais profundo da ética. O ser humano, ao tomar consciência de sua presença no mundo, se percebe como alguém responsável por um dom recebido, isto é, responsável pela sua vida e pela vida de outros seres, sobretudo, do ser humano.

2. A vida é um dom sagrado.
Deus é o Ser Vivo por excelência. Não só possui a vida em plenitude, mas é a própria fonte da vida. Ele vive pelos séculos dos séculos (cf. Ap 10,6; 15,7). No areópago de Atenas, Paulo ao anunciar o Deus verdadeiro aos pagãos, afirma: “N`Ele vivemos, nos movemos e existimos” (At 17, 28). Jesus afirmou que “o Pai possui a vida em si mesmo” (Jo 5,26). A história da vida começou com um sopro divino sobre a matéria (cf. Gen 2,7). A vida é pois o primeiro dom de Deus. Toda vida é participação na vida divina. Nós vivemos porque um sopro divino nos tornou vivos. Deus, que é a fonte da vida, gravou no coração humano e confirmou com sua revelação este mandamento: “Não matarás!”(Ex 20,13). Trata-se do dever de respeitar e promover a vida, ainda que incômoda, frágil ou deficiente.

3. Atitudes paradoxais diante do dom da vida.
A existência humana está cheia de contradições sobretudo diante do dom da vida. De um lado, temos o exemplo de mulheres que exultam de encanto e alegria quando percebem que receberam o dom da maternidade. Exultam de encanto e alegria quando tomam em seus braços a criança recém-nascida. Temos o exemplo de pessoas que, cada dia, se consomem para salvar vidas em perigo. Exemplos de pais que acolhem com carinho a vida que nasce com deficiências graves e vai durar poucas horas ou semanas. A mídia anuncia nomes de pessoas que se sacrificam, dia e noite, para salvar vítimas de tragédias de toda a espécie. Anuncia também descobertas da ciência genética destinadas a melhorar a qualidade da vida e a prolongá-la. De outro lado, existe também a postura daqueles que abandonam os filhos recém-nascidos ou destroem a vida antes do nascimento. Aqueles que destroem a vida através da violência, injustiça e guerras.Aqueles que fazem campanhas em favor do aborto e de outras formas de atentados contra a vida. Tudo isso é conseqüência da grande desorientação no campo da moral. Existem ameaças hediondas, que exigem uma tomada de posição em favor do direito à vida de nossos nascituros.

. Há um programa internacional, que se encontra elaborado no “Relatório Kissinger”, preparado pelo Conselho de Segurança dos Estados Unidos da América em 1974 e mantido secreto até 1989. Neste relatório, que trata de política demográfica, planeja-se que para manter a dominação econômica do primeiro mundo sobre os paises do terceiro mundo seria indispensável limitar o crescimento demográfico de 13 paises-chaves, entre os quais é citado o Brasil, e como meio mais eficaz para este controle demográfico é indicada a legalização do Aborto. Tudo isto é claramente uma ameaça e uma afronta à nossa soberania nacional. Nos últimos vinte anos, algumas fundações norte -americanas como a Ford, McArthur e Rockfeller têm financiado uma forte campanha contra a vida. Tal promoção, efetiva-se através de parcerias estabelecidas com diversas ONG’s espalhadas por todo o Brasil, que investem na proliferação de idéias e programas favoráveis ao aborto na sociedade. Calcula-se que devem entrar anualmente no Brasil, cerca de US$ 20.000.000 (vinte milhões de dólares), para o sustento do trabalho destas ONG’s. Dentre estas, destacamos as seguintes:

– CFÊMEA (Centro Feminista de Estudos e Assessoria)
Entidade que monitora e acompanha todos os Projetos de Lei que tramitam no Congresso a favor do aborto, esterilização, anticoncepção e os assim chamados “direitos sexuais e reprodutivos” e “questões de gênero”;

– ANIS (Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero)
Entidade que planejou e acompanhou todo o processo da Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 54) para que o Supremo Tribunal Federal (STF) libere o aborto em caso de anencefalia;

– CDD (Católicas pelo Direito de Decidir)
Entidade oportunista, que de católica só usurpam o nome, conforme Declaração da Conferência Episcopal dos Estados Unidos da América. O propósito da atuação destas “falsas católicas” é confundir a opinião pública e a mídia, ao investir na difusão da notícia de que existem setores da Igreja favoráveis ao aborto. Calcula-se que elas recebam cerca de US$ 600.000 (seiscentos mil dólares) por ano para as suas atividades.

. As ameaças contra a vida nascente demonstram intensificar-se para os próximos anos. É sintomática a vontade política dos governantes mundial que respondem por certas corporações e fundações multinacionais, quanto ao seu investimento em convencer a opinião pública que o aborto é uma questão de saúde pública, que legalização do aborto é útil e necessária para a nação brasileira, sobretudo em favorecimento dos mais pobres. Comprovadamente, a visão funcionalista da Organização das Nações Unidas = ONU (visão que compreende e procura resolver os problemas sociais sempre a partir dos efeitos de nunca das causas) também trilha neste caminho em relação à questão demográfica do mundo, querendo impor-se ideologicamente à todas as nações. A questão da pobreza se resolve com uma política concretamente voltada à distribuição justa e solidária dos bens de produção em favor dos mais desfavorecidos, e não com a implantação do aborto legal. A descriminalização do aborto corresponde à discriminação dos pobres, legalização do homicídio decretado aos inocentes indefesos, uma espécie de “nascituricídio”, é o inicio para descriminalização da eutanásia e de tantos outros atentados à vida humana, que em outras palavras, significa legalização do assassinato às diversas situações e condições da vida humana.

4. A defesa e a promoção da vida são valores suprapartidários e suprareligiosos.
Como a vida é dom fundamental e sagrado, cada pessoa deve ser um servidor da vida, da vida sua e da vida de qualquer ser humano. Servidor da vida que apenas está se iniciando e também da vida em desenvolvimento. Servidor da vida que nasce plena e forte, mas também servidor da vida que nasce frágil e com defeito. Servidor da vida em seu início, mas também servidor da vida que está se aproximando de seu fim natural. Servidor e defensor da vida devem ser os agentes do Estado de direito, pois a essência do Estado é a defesa e a promoção da vida. A defesa da vida é um valor suprapartidário, no sentido de que deve inspirar qualquer política que esteja a serviço da pessoa humana e da sociedade. É também um valor suprareligioso. A inviolabilidade da vida humana, desde o seu início até o seu fim natural, é uma questão de direito natural. Os cristãos encontram em sua fé um motivo a mais para defender esse direito natural. Não se trata pois de impor à sociedade ou a Estado laico uma convicção religiosa, mas de levá-lo respeitar um direito do ser humano. A Igreja, enquanto instituição da sociedade civil, não só pode mas tem também o dever de assim crer e agir.

5. A Igreja, Povo da Vida e pela Vida.
A Igreja faz parte da novidade que a ressurreição de Cristo provocou na história. Ela é o povo da vida e pela vida. O Ressuscitado é o Vivente. Jesus morreu e ressuscitou para que todos tenham vida em abundância. Por isso, a Igreja jamais será contra a vida.Se o fizesse, seria infiel à sua origem, à sua natureza e missão. A sua doutrina contra a prática do aborto, inclusive dos anencéfalos, contra o uso de células embrionárias para a pesquisa científica, contra a eutanásia, além de ser a defesa de um direito natural é também a conseqüência daquilo que ela é: Povo da vida e pela vida. Chamar de fundamentalismo, de golpismo, de machismo, de atraso, de atitude anti-científica, a defesa corajosa que a Igreja faz da vida é inverter as coisas. É chamar o bem de mal e o mal de bem. Quando isso acontece, a sociedade entra em crise moral e começa a se destruir a partir de dentro.

Fiéis ao Evangelho da vida, exorto o povo de Deus em Assis que intensifique todo tipo de ação educativa em favor da vida e seu acolhimento nas várias pastorais, confrontando a mentalidade antinatalista infiltrada também em nossas comunidades e organismos, pois ela é a porta de entrada da mentalidade abortista, (Cf. EV 13). Várias nações, como Argentina, Costa Rica, Nicarágua, Filipinas, México etc. nos dão exemplo de posição pública antiabortista, apesar da pressão que também sofrem por parte das Organizações e Fundações multinacionais. Recentemente temos o exemplo da Hungria, nação que vem do sistema socialista científico, com base nos avanços das ciências sanitárias moderna, optou constitucionalmente em se opor ao aborto. Tudo isso nos mostra, que a questão do aborto, extrapola os níveis ideológico e religioso, não é uma questão de direita ou esquerda, conservadora ou progressista, capitalista ou socialista, é uma questão de reconhecimento do valor inegociável, indiscutível, sobre a vida humana. A vida da pessoa humana vale por si mesma, é um valor humano incondicional.

Às pessoas de boa vontade, especialmente aos cristãos de todas confissões e demais seguidores de outras confissões religiosas não cristãs, solicito que, em conjunto e não só isoladamente, que denunciemos o dinheiro estrangeiro que está financiando o trabalho das ONG’s favoráveis ao aborto. Que corajosamente se oponham aos projetos e às decisões que atentam contra a vida. Nesse sentido, no tempo presente em que a Campanha da Fraternidade de 2012 assume a saúde pública com o lema: “que a saúde se difunda sobre a terra”, apoiemos a votação de leis que proíbam a comercialização e o uso, no serviço público, de drogas abortivas, como a chamada “pílula do dia seguinte. Gravidez não é doença, é vida, é de interesse da saúde pública proteger a vida da mulher e de seu filho quanto ao atendimento ágil, acompanhamento de qualidade e medicamentos precisos às gestantes, sobretudo às mulheres pobres sujeitas à gravidez de risco. Por sua vez, aborto não é questão de saúde pública, aborto é morte e tal prática é irreversível.

Por intercessão de Nossa Senhora que, com seu “Sim”, colaborou na realização do plano de salvação, concebendo em seu puríssimo seio o Filho de Deus, pedimos a Deus, autor da Vida, que abençoe todos aqueles que acolhem, promovem e defendem a vida humana, sua inviolável dignidade. Amado povo diocesano de Assis, que o Bom Deus abençoe nossas famílias e proteja nossos nascituros e crianças da cultura da morte.

“A vida é um presente gratuito de Deus, dom e tarefa que devemos cuidar desde a concepção, em todas as suas etapas, até à morte natural, sem relativismos”. (DA 464).

Em Cristo Jesus,
Paz e Esperança!

Dom José Benedito Simão
Bispo diocesano de Assis SP

Reprodução assistida? Que nada! Fazer filhos, só no lepo-lepo (parte I)

Publicado em Atualizado em

in_vitro

Se antes de ser concebido você pudesse escolher a forma como seus pais lhe dariam a vida, que forma seria? Escolha entre essas três opções:

A) Em uma viagem à Amazônia, sua mãe conheceu “O Boto”;

B) Após o ato de união e entrega amorosa, humana e carnal entre seus pais, houve a concepção (siiiiiim);

C) Após seu pai se masturbar, isolado na sala de uma clínica (na verdade, acompanhado de uma Playboy), o sêmen foi coletado e depois foi implantado por um técnico no ventre da sua mãe;

D) Após seu pai se masturbar, isolado na sala de uma clínica (com a Playboy), o sêmen foi coletado; depois, os espermatozóides mais “espertinhos” e “perfeitinhos” são selecionados por um técnico – não pela natureza, não por Deus – , são eventualmente congelados e depois  a concepção acontece fora do útero materno, novamente pela ação de um técnico.

Aposto que, ao ler estas opções, você se sentiu meio mal com a C e a D. Ok, e possivelmente com a A também. Isso aconteceu porque, dessas opções, a única que corresponde à dignidade humana é aquela que gera a vida por meio da união sexual entre homem e mulher.

Um homem que aceita ou incentiva que sua esposa seja inseminada artificialmente ou receba um óvulo fertilizado in vitro, na prática, delega a outra pessoa a tarefa que deveria ser só sua: engravidar sua mulher. E assim o ato de geração da vida, que era para acontecer na intimidade calorosa do casal, é substituído por um procedimento frio e técnico.

tubo_ensaioAs técnicas de reprodução assistida – como a inseminação artificial e a fertilização in vitro (FIV) – são alguns dos procedimentos mais imorais e violentos da nossa era, e quase ninguém levanta a voz para denunciar isso. Nem mesmo em nossas comunidades de fé costuma-se tocar muito nesse assunto, e assim muitos católicos não fazem a menor ideia do que o Magistério da Igreja ensina a respeito.

A Igreja ensina que a procriação deve se realizar dentro do matrimônio e EXCLUSIVAMENTE por meio por meio da união sexual do casal.  Se um casal tem problemas de fertilidade, pode recorrer a outras terapias de fertilização ou à adoção.

Após ter levado em consideração diversos estudos científicos, a Igreja concluiu com segurança que a reprodução assistida traz graves males e fere a dignidade do ser humano. É por bondade que a Igreja faz esse alerta, para ajudar os fiéis a perseverarem no caminho que leva a Deus. Certamente, a maioria das pessoas que recorre à essas técnicas não compreende a gravidade de sua ação, nem mesmo foi ajudada a refletir sobre os males que pode acarretar.

Eliminação de embriões

O ser humano deve ser respeitado e tratado como pessoa desde a sua concepção. A negação dessa verdade leva à aceitação do aborto e, no campo da fecundação in vitro, permite o abandono, a destruição ou as perdas de embriões não desejados.

Os embriões produzidos in vitro que apresentam defeitos são eliminados. Todas as técnicas de fecundação in vitro procedem como se o embrião humano fosse um simples conjunto de células, que podem ser usadas, selecionadas e rejeitadas conforme os interesses da clínica de fertilização e dos “clientes”.

Sob a máscara de estar a serviço da vida, a fertilização in vitro (FIV) atenta contra a vida de forma rotineira e silenciosa. Quem recorre à FIV deve assumir, portanto, que considera a morte de alguns seres humanos em fase embrionária um preço razoável a se pagar pela sua… “felicidade”.  Ah, vale lembrar que esse tipo de prática é equivalente ao aborto.

Congelamento de embriões

Muitas vezes, o primeiro implante no útero após a FIV não é bem-sucedido. Então, as clínicas costumam deixar vários embriões congelados para permitir novas tentativas. Esse congelamento – a chamada crioconservação – é incompatível com o respeito devido aos embriões humanos, por três motivos:

  • expõe os embriões ao risco de dano e morte;
  • trata embrião como uma mero “material de laboratório”, e não como um ser humano que merecia estar acolhido no seio de sua mãe, e não estar congelado como uma “coisa” sem vida;
  • expõe o embrião ao risco de ser futuramente manipulado de modo imoral e anti-ético.

espermatozoide

Um exemplo bizarro: na Austrália, em 2011, uma mulher foi autorizada a utilizar o sêmen do marido morto em seu tratamento de reprodução assistida (Fonte: Estadão). O filho será condenado pela mãe a nascer órfão de pai. Mas quem liga? O capricho da mulher e as suas demandas sentimentais – não as da criança – vêm em primeiro lugar…

Além desses grandes males, apontaremos outros, igualmente graves, trazidos pelas técnicas de reprodução assistida. Falaremos deles no post de amanhã. Acompanhem!

*****

Esse post se baseia na Instrução Donum Vitae (publicada sob o papado de São João Paulo II) e na Instrução Dignitatis Personae (publicada sob o papado de Bento XVI).

Source: O Catequista