Cristãos Perseguidos


HISTÓRICO
Principais casos de perseguição aos cristãos na história

Perseguição aos Cristãos

O Silêncio Culpado

Ano 33
Martírio de Santo Estêvão

As primeiras perseguições ao Cristianismo começaram em Jerusalém, logo após a morte e ressurreição de Jesus. São Paulo, que havia sido fariseu, perseguiu terrivelmente os cristãos antes de se converter ao Cristianismo. Como se lê na Sagrada Escritura, unido a outros fariseus, o apóstolo dos gentios assistiu e comandou o apedrejamento de Santo Estêvão (cf. At 8,1). Mais tarde, após sua conversão, o próprio São Paulo foi terrivelmente perseguido por fariseus que não aceitavam a nova fé abraçada por ele. Os apóstolos e todos os discípulos de Jesus também foram duramente perseguidos pelos judeus que mataram São Tiago Maior. Nessa grande perseguição, os cristãos foram obrigados a se dispersar pela Judeia e Samaria, época em que Pedro chegou a Antioquia, no norte da Síria, e fundou ali a primeira comunidade cristã fora de Jerusalém.

Anos de 64 — 300
Grande Incêndio em Roma

No ano 64, houve um grande incêndio em Roma que, de acordo com dados históricos, teria sido causado pelo Imperador Nero. Contudo, o fogo fugiu ao seu controle e destruiu grande parte da cidade. A população, revoltada, voltou-se contra o imperador romano, que, para escapar da pressão popular, culpou os cristãos desse ato criminoso. A partir desse episódio, os seguidores de Jesus passaram a ser perseguidos e a ser acusados de diversas blasfêmias e heresias, como comer carne humana, praticar o incesto, adorar a um homem com cabeça de burro e querer a destruição de Roma. Os cristãos começaram, então, a ser odiados e responsabilizados por todas as calamidades públicas da cidade, como pestes, inundações, fome e invasões de bárbaros por não adorarem aos deuses dos romanos. E passaram até mesmo a ser tidos como “ateus” por provocarem a ira dos deuses romanos.

Anos de 81 — 313
Imperadores de Roma – perseguidores

A perseguição aos cristãos da Igreja primitiva continuou por séculos. Alguns imperadores de Roma marcaram a história da humanidade por persegui-los. Entre esses nomes estão Domiciano (81-96), Trajano (98-117), Adriano (117-138), Antonino Pio (138-161), Marco Aurélio (161-180), Cômodo (180-192), Sétimo Severo (193-211) e Diocleciano (305-313).

Anos de 107 — 117
Martírio célebre: Santo Inácio, bispo de Antioquia

Um martírio célebre marcou o século II, no ano 107 da Era Cristã, com a morte de Santo Inácio, bispo de Antioquia, no Coliseu de Roma. Ele foi vítima da perseguição do imperador Trajano (98-117) por ocasião dos gigantescos espetáculos dados por este para comemorar suas vitórias sobre os dácios, durante os quais “foram mortos cerca de dez mil gladiadores e onze mil feras” (Rops, Vol. I, p. 174). Santo Inácio foi condenado acompanhado de Rufo e Zózimo, atualmente santos da Igreja.

Anos de 177 — 180
O martírio de 50 seguidores de Cristo

O martírio de 50 seguidores de Cristo manchou o ano 177 na França. Os registros desse massacre foram narrados por Eusébio, bispo de Cesareia, autor da “Carta das igrejas de Lião e de Viena às igrejas da Ásia e da Frígia”. Na ação, comandada pelo imperador romano da época Marco Aurélio (161-180), os cristãos foram presos e acusados de crimes sem fundamento algum. Simplesmente foram torturados e mortos por professarem a fé em Cristo.

Anos de 180 — 192
Mortes em Cartago

Cerca de doze cristãos foram mortos brutalmente em Cartago, um importante centro comercial da África no século II. O martírio foi relatado no Processo dos mártires de Scili, sob o governo do imperador Cômodo (180-192).

Anos de 1400 — 1480
Mártires de Otranto

O século XV foi marcado pela história de fidelidade a Deus com o martírio de 800 cristãos. Conhecidos como os “Mártires de Otranto”, os cidadãos da comuna italiana foram atacados e mortos por turcos por não aceitarem se converter ao Islamismo. Durante as batalhas desse período, ocorridas em 1480, aproximadamente 14 mil pessoas morreram. Os 800 sobreviventes aos ataques foram decapitados por não abraçarem a fé islâmica.

O comunismo

O comunismo propagou-se pelo mundo a partir do século XIX e declarou toda e qualquer religião como adversária do Estado. Com o surgimento dessa ideologia e doutrina política, a Igreja Católica começou a ser mais uma vez atacada nos países em que esse sistema foi adotado, pois o comunismo prega o materialismo histórico (ou dialético), ou seja, a ordem política, cultural e religiosa é reduzida a mero fenômeno econômico. Nesse período, muitos consideravam a religião como o “ópio (droga) do povo”.

Anos de 915 — 1923
Genocídio armênio

Entre 1915 e 1923, houve um massacre contra o povo armênio a mando do Império Otomano, comandado pelo Governo Jovens Turcos, vigente no poder daquela época.

Os armênios, povo cristão e não turco, viviam em uma sociedade sobrecarregada por altos impostos, tratamento desigual e saques constantes aos seus bens. Em razão disso, nesse período, algumas vilas e cidades habitadas por eles rebelaram-se contra o governo [Império Otomano]. Entretanto, o levante foi abafado pelas tropas otomanas. Justificativa usada pelo governo dos Jovens Turcos para atacar os armênios. Conhecida como “genocídio armênio”, a barbárie resultou na morte de cerca de um milhão e meio de pessoas.

Ano de 1917
A Revolução Russa

A Revolução Russa (1917) levou à morte cerca de 20 mil sacerdotes e 34 mil religiosos. Durante esse período soviético, muitos sacerdotes foram presos e muitas igrejas foram tomadas e utilizadas para outras finalidades. As pessoas que professavam publicamente suas crenças religiosas e fé em Deus tinham empregos e admissão em universidades de prestígio negados.

Os membros do Partido Operário Social-Democrata Russo, que se opunham ao governo da época, eram chamados de “bolcheviques”, cujo significado em russo é “maioria”. Eles desejavam uma mudança radical na Rússia com a ajuda de uma revolução comunista.

Anos de 1926 — 1929
Guerra por liberdade religiosa

Entre os anos de 1926 e 1929, mexicanos católicos viveram o que atualmente é chamado de “La Cristíada”, momento histórico assinalado pela guerra a favor da liberdade religiosa. O presidente da época era Plutarco Elías Calles. O conflito religioso gerou uma guerra civil, cujo início se deu com a imposição de leis opressoras e secularistas instituídas pelo governo. O impasse só teve fim graças a um acordo entre a Santa Sé e o governo com o objetivo de evitar mais mortes.

Ano de 1931
Revolução Nacionalista Espanhola

Em 1931, com a Revolução Nacionalista espanhola, a Igreja Católica foi condenada à extinção e considerada um inimigo a ser abatido por todos os meios. Entre sacerdotes, religiosas e religiosos, o número de mortos chegou a mais de 6 mil, sendo 13 bispos, mais de 4 mil padres diocesanos, 2.365 religiosos, 283 religiosas e vários seminaristas.

Ano de 934 — 1937
Perseguição religiosa na Espanha

Entre os anos 1934 e 1937, cerca de 500 pessoas foram vítimas de perseguição religiosa na Espanha. Entre os martirizados, estão dois bispos, 24 sacerdotes diocesanos, 462 membros de Institutos de Vida Consagrada (religiosos), um diácono, um subdiácono, um seminarista e sete leigos. O Vaticano reconheceu o ato de coragem e fé de 398 mártires da Revolução Nacionalista espanhola e, no dia 28 de outubro de 2007, Bento XVI os beatificou.

Ano de2015
Estado Islâmico

No início do mês de fevereiro de 2015, o piloto jordaniano Moaz al-Kasasbeh foi capturado e queimado vivo pelos militantes do grupo extremista Estado Islâmico. A execução foi filmada e divulgada na internet.

No dia 15 do mesmo mês, o Estado Islâmico veiculou outro vídeo pela rede mundial de computadores mostrando a decapitação de 21 cristãos coptas egípcios. Durante a exibição da imagem, os militantes, vestidos de roupas pretas, conduzem os homens vestidos com macacões laranja até uma praia. Os sequestrados foram decapitados de joelhos pelos extremistas.

Aqui está um dos principais dados históricos dos anos das grandes perseguições ao Cristianismo, desde a Igreja Primitiva à Igreja Contemporânea.

Sites de referências

Genocídio Armênio – http://genocidioarmenio.com.br/linha-do-tempo/
A Revolução Russa – http://permanencia.org.br/drupal/node/1325
Guerra por liberdade religiosa – Pontifícia Comissão para a América Latina e Rádio Vaticano: http://www.americalatina.va/content/americalatina.html
Perseguição religiosa na Espanha – http://www.zenit.org/pt/articles/martires-da-perseguicao-religiosa-na-espanha-nao-da-guerra-civil
Estado Islâmico – http://pequenomonge.blogspot.com.br/2015/07/dia-internacional-de-oracao-pelos.html

Por Alan Lucas, gestor

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