A participação de Maria no Reino de Deus

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251407_428092903903271_1314735632_nO entendimento do conceito do Reino de Deus é essencial para a teologia mariana, pois é no contexto do Reino que procuramos entender as imagens que Maria assume na Escritura e em toda a longa historia da tradição cristã. A expressão “Reino de Deus” é símbolo apocalíptico que fala da entrada de Deus na historia para renovar, refazer e redimir o mundo e toda a humanidade1.

Há algo indefinível e misterioso sobre o Reino de Deus. Jesus nunca o definiu, pois ele é o mistério último. Só disse que ele é como uma semente. É uma realidade pessoal, social, cósmica, e seu ponto de partida é a experiência do amor libertador de Deus. Esse amor concretiza-se no próximo.

Aqui em Pentecostes, no nascimento da Igreja, Maria estava presente com as outras mulheres, recebeu o Espírito Santo e derramou-se em louvor, “conforme o Espírito Santo lhes concedia que se exprimissem” (At 2, 4), inspirando ousadia para pregar o Evangelho.

Essa ousada pregação do Evangelho significava escolher um novo modo de vida, de existir para os outros, pelos quais Jesus viveu e morreu. A crença no Cristo ressuscitado era sinal e percepção inicial do Reino de Deus. Era o chamado para iniciar o movimento que daria glória a Deus testemunhando a mensagem de compaixão e amor abnegado de Jesus. Isso significava escolher um novo modo de vida, de existir para os outros, pelos quais ele viveu e morreu.

A participação de Maria na realização do Reino de Deus

É no meio dessas realidades presentes e opressivas que Maria se torna nosso modelo de compaixão. Os textos a seguir, um breve versículo paulino e uma reflexão lucana mais longa, mostram-nos como os autores neotestamentários refletem de maneira diferente sobre Maria, jovem mãe judia que vivia na comunidade de uma aldeia camponesa, sobrecarregada por impostos no Templo e para o imperador. Esses textos são esforços diferentes da comunidade da Igreja primitiva para louvar Maria, que exultava em Deus, seu Salvador (Lc 1, 47), e cantava em gratidão por seu Filho que nasceu na “plenitude do tempo”. Também são uma catequese da Igreja para narrar a historia da misericordiosa presença de Deus na humanidade, em meios aos acontecimentos da historia humana.

Por Alan Lucas 
Gestor

Texto anterior: A Virgem Maria nos desenvolvimentos pós-conciliares – Redemptoris Mater

Próximo tema: A participação de Maria no Reino de Deus – A Carta de Paulo aos Gálatas

1N. Perrin, The New Testamento: Na introduction, Nova York, Harcourt Brace Jovanovich, Inc., 1974, p. 289-291.

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