Os casais em segunda união após o Sínodo

Publicado em Atualizado em

Resolvida a situação concreta, o acesso à eucaristia deverá ocorrer na própria paróquia onde reside o casal

Pelo que se depreende da leitura da Relatio Synodi, divulgada aos 24 de outubro de 2015, há novas perspectivas para os divorciados recasados. A norma geral, fundamentada principalmente na exortação Familiaris Consortio (1985), de são João Paulo II, continua sendo não permitir que frequentem os sacramentos os irmãos que, objetivamente falando, se encontrem em estado de pecado grave. Esta é a situação dos que se divorciaram e convolaram a novas núpcias, sem obter a declaração de nulidade do primeiro casamento.

bellehaven_greenwich_wedding_27
Os recasados, no entanto, veem uma luz no fim do túnel, à medida que o documento final do Sínodo estimula a verificação de caso a caso, para se aferir a responsabilidade subjetiva. Este é um procedimento de confessionário que, de certa forma, fora adotado com frequência. De fato, o confessor faz as vezes de Deus para o penitente contrito. Mas, a grande novidade reside no apoio que o Sínodo está dando a esse tipo de solução. Isto provoca toda a diferença!

Outro ponto bastante relevante diz respeito à insistência com a qual o documento final e o próprio papa Francisco explicam que os divorciados não estão excomungados. Ora, em sendo assim, os divorciados recasados têm de ser aceitos na paróquia onde residem e, se autorizados pelo confessor, devem comungar nessa comunidade, com os demais paroquianos e não em local distante, para não escandalizarem os casais regulares, como se costumava fazer até aqui.

A partir das conclusões da assembleia do Sínodo da Família de 2015, as dioceses precisam viabilizar pastoralmente os denominados “caminhos penitenciais”, pondo à disposição dos interessados o serviço de um padre-confessor, para a orientação em cada realidade concreta. Afinal de contas, no Ano da Misericórdia (8/12/2015 a 8/12/2016), as instituições eclesiásticas têm de ser os veículos eficazes da misericórdia divina em favor dos que mais sofrem. E o sofrimento moral dos bínubos, os quais não podem frequentar os sacramentos.

Complementando os pontos positivos resultante deste Sínodo da Família de 2015, resume isto, em que o Cardeal Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo de Aparecida nos esclarece (como se pode ver no vídeo extraído no canal da TV APARECIDA na Youtube), como já descristo no texto acima:

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s