Coletiva: Sínodo reflete também sobre tema do diaconato feminino

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“A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”: este é o tema que norteia a XIV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, em andamento no Vaticano, cujos trabalhos se concentram, neste momento, nos Círculos menores.

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Conduzida pelo diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, a coletiva desta quinta-feira teve como convidados, na qualidade de relatores e membros dos Círculos menores, o arcebispo de Ancona-Osimo (Itália), Cardeal Edoardo Menichelli; o arcebispo de Acra (Gana), Dom Charles Palmer-Buckle; e o Patriarca de Antioquia dos Sírios, Dom Ignatius Youssif III Younan, o qual lançou um apelo: “O Ocidente não esqueça os cristãos do Oriente Médio”.

“Estamos realmente preocupados e alarmados com a situação das comunidades cristãs no Oriente Médio e, sobretudo, com as provações catastróficas a que as famílias são submetidas, divididas porque fazem de tudo para sair do inferno em que vivem na Síria e no Iraque.”

Foi o dramático apelo lançado pelo Patriarca Younan. “Deploramos o fato de não conseguirmos convencer as novas gerações a permanecer onde o cristianismo teve suas origens.”

E reiterou: “Temos centenas de pessoas reféns dos terroristas islâmicos, é um fenômeno catastrófico de longa duração.

O apelo é feito no sentido de trazer a voz dos perseguidos, sobretudo, para o Ocidente, porque – ressaltou o patriarca – “nos sentimos esquecidos e traídos pela Europa e EUA”. E concluiu: “Trazemos a nossa voz aos potentes a fim de que a situação mude”.

“Não estamos aqui para frear ninguém, mas para propor aquilo que sentimos acerca da família e para o bem da Igreja”, acrescentou, por sua vez, o arcebispo ganense, Dom Palmer-Buckle. Na África, explicou, “há um conceito alargado de família e nós queremos ver como manter vivos os valores e as alegrias de tal família alargada”.

“O futuro da família é a missão da Igreja”, reiterou o arcebispo de Acra, sobretudo no continente africano, onde a Igreja católica está crescendo muito rapidamente. Em seguida, o prelado assegurou: os temas do Sínodo não são somente europeus, mas da Igreja em sua universalidade.

Por sua vez, o Cardeal Menichelli observou que este Sínodo é um Sínodo do povo, fruto da contribuição das dioceses”, afirmando que na assembleia se refletiu também sobre o tema do diaconato feminino.

O purpurado fez uma análise sobre as modalidades de trabalho nos Círculos menores:

“O clima é muito aberto, não há personalismos. Há, propriamente, esse desejo de conhecer para oferecer indicações novas, para manifestar aquele amor para com as famílias e também aquela preocupação que a Igreja muitas vezes manifesta diante de fenômenos que gostariam – entre aspas – de não nobilizar a realidade familiar.”

Por fim, respondendo à pergunta de um jornalista sobre o pronunciamento do Papa aos padres sinodais, na terça-feira, dia 6, em particular, sobre a expressão “hermenêutica conspiradora” a ele atribuída, Pe. Lombardi explicou:

“Eu não referi essa expressão, como bem sabem, saiu de outra fonte. Evidentemente, o conceito é: não devemos pensar que existam complôs. Portanto, a visão que demos ter do Sínodo é de um processo de intercâmbio, de comunicação, que se dá de modo sereno, sincero, e não deve ser considerado guiado por interesses particulares e por tentativas de manipular ou de conduzir diferentemente daquilo que, ao invés, é o processo de busca comum, no espírito que a comunidade eclesial deve fazer.”

Source: Rádio Vaticano

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