Reprodução assistida? Que nada! Fazer filhos, só no lepo-lepo (parte I)

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Se antes de ser concebido você pudesse escolher a forma como seus pais lhe dariam a vida, que forma seria? Escolha entre essas três opções:

A) Em uma viagem à Amazônia, sua mãe conheceu “O Boto”;

B) Após o ato de união e entrega amorosa, humana e carnal entre seus pais, houve a concepção (siiiiiim);

C) Após seu pai se masturbar, isolado na sala de uma clínica (na verdade, acompanhado de uma Playboy), o sêmen foi coletado e depois foi implantado por um técnico no ventre da sua mãe;

D) Após seu pai se masturbar, isolado na sala de uma clínica (com a Playboy), o sêmen foi coletado; depois, os espermatozóides mais “espertinhos” e “perfeitinhos” são selecionados por um técnico – não pela natureza, não por Deus – , são eventualmente congelados e depois  a concepção acontece fora do útero materno, novamente pela ação de um técnico.

Aposto que, ao ler estas opções, você se sentiu meio mal com a C e a D. Ok, e possivelmente com a A também. Isso aconteceu porque, dessas opções, a única que corresponde à dignidade humana é aquela que gera a vida por meio da união sexual entre homem e mulher.

Um homem que aceita ou incentiva que sua esposa seja inseminada artificialmente ou receba um óvulo fertilizado in vitro, na prática, delega a outra pessoa a tarefa que deveria ser só sua: engravidar sua mulher. E assim o ato de geração da vida, que era para acontecer na intimidade calorosa do casal, é substituído por um procedimento frio e técnico.

tubo_ensaioAs técnicas de reprodução assistida – como a inseminação artificial e a fertilização in vitro (FIV) – são alguns dos procedimentos mais imorais e violentos da nossa era, e quase ninguém levanta a voz para denunciar isso. Nem mesmo em nossas comunidades de fé costuma-se tocar muito nesse assunto, e assim muitos católicos não fazem a menor ideia do que o Magistério da Igreja ensina a respeito.

A Igreja ensina que a procriação deve se realizar dentro do matrimônio e EXCLUSIVAMENTE por meio por meio da união sexual do casal.  Se um casal tem problemas de fertilidade, pode recorrer a outras terapias de fertilização ou à adoção.

Após ter levado em consideração diversos estudos científicos, a Igreja concluiu com segurança que a reprodução assistida traz graves males e fere a dignidade do ser humano. É por bondade que a Igreja faz esse alerta, para ajudar os fiéis a perseverarem no caminho que leva a Deus. Certamente, a maioria das pessoas que recorre à essas técnicas não compreende a gravidade de sua ação, nem mesmo foi ajudada a refletir sobre os males que pode acarretar.

Eliminação de embriões

O ser humano deve ser respeitado e tratado como pessoa desde a sua concepção. A negação dessa verdade leva à aceitação do aborto e, no campo da fecundação in vitro, permite o abandono, a destruição ou as perdas de embriões não desejados.

Os embriões produzidos in vitro que apresentam defeitos são eliminados. Todas as técnicas de fecundação in vitro procedem como se o embrião humano fosse um simples conjunto de células, que podem ser usadas, selecionadas e rejeitadas conforme os interesses da clínica de fertilização e dos “clientes”.

Sob a máscara de estar a serviço da vida, a fertilização in vitro (FIV) atenta contra a vida de forma rotineira e silenciosa. Quem recorre à FIV deve assumir, portanto, que considera a morte de alguns seres humanos em fase embrionária um preço razoável a se pagar pela sua… “felicidade”.  Ah, vale lembrar que esse tipo de prática é equivalente ao aborto.

Congelamento de embriões

Muitas vezes, o primeiro implante no útero após a FIV não é bem-sucedido. Então, as clínicas costumam deixar vários embriões congelados para permitir novas tentativas. Esse congelamento – a chamada crioconservação – é incompatível com o respeito devido aos embriões humanos, por três motivos:

  • expõe os embriões ao risco de dano e morte;
  • trata embrião como uma mero “material de laboratório”, e não como um ser humano que merecia estar acolhido no seio de sua mãe, e não estar congelado como uma “coisa” sem vida;
  • expõe o embrião ao risco de ser futuramente manipulado de modo imoral e anti-ético.

espermatozoide

Um exemplo bizarro: na Austrália, em 2011, uma mulher foi autorizada a utilizar o sêmen do marido morto em seu tratamento de reprodução assistida (Fonte: Estadão). O filho será condenado pela mãe a nascer órfão de pai. Mas quem liga? O capricho da mulher e as suas demandas sentimentais – não as da criança – vêm em primeiro lugar…

Além desses grandes males, apontaremos outros, igualmente graves, trazidos pelas técnicas de reprodução assistida. Falaremos deles no post de amanhã. Acompanhem!

*****

Esse post se baseia na Instrução Donum Vitae (publicada sob o papado de São João Paulo II) e na Instrução Dignitatis Personae (publicada sob o papado de Bento XVI).

Source: O Catequista

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