Comentário do Evangelho: de Sábado da 14ª semana do Tempo Comum, com Pequeno Monge

Publicado em Atualizado em

Sábado da 14ª semana do Tempo Comum
Evangelho segundo S. Mateus 10,24-33. 

Proclamação do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo † segundo São Mateus

the-healing-of-the-officers-sonNaquele tempo, Jesus disse aos seus apóstolos: «O discípulo não é superior ao mestre, nem o servo é superior ao seu senhor. 
Basta ao discípulo ser como o mestre e ao servo ser como o senhor. Se ao dono da casa chamaram Belzebu, o que não chamarão eles aos familiares! 
Não os temais, portanto, pois não há nada encoberto que não venha a ser conhecido. 
O que vos digo às escuras, dizei-o à luz do dia; e o que escutais ao ouvido, proclamai-o sobre os terraços. 
Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma. Temei antes aquele que pode fazer perecer na Geena o corpo e a alma. 
Não se vendem dois pássaros por uma pequena moeda? E nem um deles cairá por terra sem o consentimento do vosso Pai! 
Quanto a vós, até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados! 
Não temais, pois valeis mais do que muitos pássaros.» 
«Todo aquele que se declarar por mim, diante dos homens, também me declararei por ele diante do meu Pai que está no Céu. 
Mas aquele que me negar diante dos homens, também o hei-de negar diante do meu Pai que está no Céu. 

Comentário do dia 
Tomás de Celano (c. 1190-c. 1260), biógrafo de São Francisco e de Santa Clara 
Primeira vida de São Francisco, §58

«E nem um deles [pássaros] cairá por terra sem o consentimento do vosso Pai. […] Não temais!»

Ao chegar perto dum grande bando de pássaros, o beato Francisco constatou que estes o esperavam; saudou-os como habitualmente, maravilhou-se ao ver que não levantavam voo como seria normal e disse-lhes que deviam escutar a Palavra de Deus, pedindo-lhes humildemente que prestassem atenção.

Disse-lhes, entre outras coisas: «Meus irmãos pássaros, é bom que louveis o vosso Criador e O ameis sempre: Ele deu-vos as penas para vos vestirdes, as asas para voardes e tudo aquilo de que precisais para viver. De todas as criaturas de Deus, sois vós as mais agraciadas. Deu-vos como domínio os ares e a sua limpidez. Não precisais de semear nem de colher; Ele dá-vos alimento e abrigo sem que tenhais de vos inquietar» (cf Mt 6,26). Ao ouvirem estas palavras, que também se referiam ao próprio santo e aos seus companheiros, os pássaros exprimiram à sua maneira uma alegria admirável: alongaram o pescoço, abriram as asas e o bico e olharam-no atentamente. Ele ia e vinha entre eles, roçando-lhes com a túnica na cabeça e no corpo. Finalmente, abençoou-os, traçando sobre eles o sinal da cruz, e permitiu-lhes levantar voo. Depois retomou o caminho com os seus companheiros e, exultando de alegria, dava graças a Deus que assim era reconhecido e venerado por todas as suas criaturas.

Francisco não era um pobre de espírito; mas tinha a graça da simplicidade e assim recriminava-se pela sua negligência por ainda não ter pregado aos pássaros, uma vez que esses animais escutavam com tanto respeito a Palavra de Deus. E a partir desse dia não deixava de exortar todas as aves, todos os animais, os répteis e mesmo as criaturas inanimadas a amar e a louvar o Criador.

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