A Virgem Maria nos desenvolvimentos pós-conciliares

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Desenvolvimentos pós-conciliares

1897704_583456885072375_1027623594_n1. Marialis  Cultus

Coube à exortação apostólica do papa Paulo VI, Marialis Cultus, publicada dez anos depois do concílio, começar a desenvolver uma mariologia contemporânea que integrasse as preocupações da Constituição Pastoral sobre a Igreja no Mundo Moderno, do Vaticano II, com as ênfases teológicas e ecumênicas de Lumen Gentium. Marialis Cultus precisa ser reconhecida como importante contribuição à discussão pós-conciliar sobre a devoção marial. Ela enfatiza que a devoção a Maria “de Cristo se origina e assume sua eficácia, em Cristo encontra completa expressão e por meio de Cristo, no Espírito, conduz ao Pai”. 13

São apresentadas quatro diretrizes para o desenvolvimento de teologia e devoção marianas em linhas bíblicas, litúrgicas, ecumênicas e antropológicas para enfatizar e tornar mais vivo o vínculo que nos une à Mãe de Cristo e Mãe nossa, na comunhão dos santos (MC 29). Primeiro, a veneração de Maria, como em toda forma de culto, deve ter um cunho bíblico para que a devoção à Virgem baseie-se nos grandes textos da mensagem cristã (MC 30). Segundo, essas devoções deve harmonizar-se com os tempos litúrgicos, derivar sua inspiração da liturgia sagrada da Eucaristia e conduzir o povo cristão para ela (MC 31). Terceiro, devem ser ecumenicamente sensíveis, em especial à centralidade de Cristo, unindo-nos com todos os cristãos na veneração da Theotókos e evitando “quaisquer exageros que possam induzir ao erro outros cristãos acerca da verdadeira doutrina da Igreja Católica” (MC 32). Finalmente, uma abordagem antropológica dirigirá a doutrina e a devoção para que se harmonizem às situações históricas e culturais de tempo e espaço.

O papa apresenta também que chama de “surpresa agradável” para as mulheres, quando destaca que, não só Maria não era submissa como, ao contrário, era “mulher forte, que experimentou a pobreza e o sofrimento, a fuga e o exílio”. 14

Maria é apresentada como discípula modelo para as mulheres e homens que trabalham pela justiça e para libertar os oprimidos, que ajudam os necessitados e ativamente dão testemunho do “amor que edifica Cristo nos corações”. 15

 Alan Lucas de Lima | Gestor  do Pequeno Monge Agostiniano

13 Marialis Cultus, introdução.

14 Ibidem, 37.

15 Ibidem, 37.

Texto anterior: A Virgem Maria e os frutos do Concílio

Próximo texto: Redemptoris Mater

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