A Virgem Maria na teologia conciliar

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Texto anterior:   Maria na teologia  do Vaticano II

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Teologia conciliar

Os padres conciliares queriam ligar Maria mais estreitamente ao tema principal do concílio, a Igreja, e abster-se “com diligência tanto de todo o falso exagero quanto da demasiada estreiteza de espírito” (LG 67), em parte por razões ecumênicas, mas também para chegar a um acordo com a nova cultura bíblica e histórica que inspirou grande parte das deliberações do concílio. Em vez de um documento separado sobre Maria, o Concílio Vaticano II decidiu incluir um capítulo sobre ela na Constituição Dogmática sobre a Igreja (Lumen Getium). É o capítulo VIII, intitulado “A bem-aveturada Virgem Maria Mãe de Deus no Mistério de Cristo e da Igreja”.

Yves Congar comentou que a palavra “no” do título era de grande significado ecumênico, pois favorecia uma abordagem da mariologia “voltada para a participação”, em vez de “centrada e privilégio”. 5

Finalmente, no capítulo VIII, a Constituição examina o papel da bem-aventurada Virgem Maria “que na Santa Igreja ocupa o lugar mais alto depois de Cristo e o mais perto de nós”. 6 O concílio supriu cinco importantes cabeçalhos para seu texto:

  1. O papel da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus, no Mistério de Cristo e da Igreja. Devido à sublime dádiva da graça, ela supera de longe todas as outras criaturas; entretanto, está unida a todos os seres humanos.
  2. O papel da bem-aventurada Virgem na economia da salvação. As Escrituras apresentam-na avançando em sua peregrinação de fé e perseverando lealmente em união com o Filho na Cruz.
  3. A bem-aventurada Virgem e a Igreja. Maria foi eternamente predestinada a ser a Mãe de Deus. Na história da salvação ela une e espelha em si mesma as verdades essenciais da fé.
  4. Devoção à bem-aventurada Virgem Maria na Igreja. Práticas e exercícios de devoção a ela devem ser tidos em alta estima, mas os fiéis são advertidos contra a emoção infecunda e passageira.
  5. Maria, sinal de esperança e consolo para o povo de Deus em peregrinação. Na gloria que possui no céu, ela continua neste mundo como imagem e primeira floração da Igreja.

 Alan Lucas de Lima | Gestor  do Pequeno Monge Agostiniano

Próximo texto: A mediação de Cristo 

5 Lumen Gentium, 54.

6 Lumen Gentium, 52,  67.

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