O culto a Maria e sua influência na vida das mulheres

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O culto a Maria

Madonna Catacumba Sta Priscila | Foto: Arquivo Pessoal
Madonna Catacumba Sta Priscila | Foto: Arquivo Pessoal

Entre os aspectos libertadores, é importante notar que a tradição marial tem mantido a imagem da mulher como parte integrante do processo de salvação. A centralidade da imagem de Maria no catolicismo indica profunda intuição de que Deus não pode ser adequadamente retratado em imagens que descrevam as atividades divinas apenas como criar redimir e fazer justiça. 18 A tendência de dar Maria atributos quase divinos como o de corredentora é, por si só, critica dessa imagem de Deus persistentemente controladora em toda a longa tradição cristã. Em termos de aspectos negativos, é interessante observar quem em lugares como o México e, com exceção do Chile, os países latino-americanos, onde ainda florescem devoções marianas inquestionáveis e carregadas de emoção, as mulheres não estão envolvidas de maneira significativa na vida pública ou política. As Igrejas desses e de outros países semelhantes de origem espanhola cristã não estão abertas à plena participação das mulheres em ministérios públicos19 (Nos tempos em que vivemos no Brasil, por exemplo: mulheres já se ocupam lugares públicos, político). 

Foi tarefa do Concílio Vaticano II manter a devoção dentro dos limites da teologia e prática saudáveis. A escolha do Concílio, conquistada as duras penas, para incluir seu ensinamento sobre Maria no capítulo 8 de Lumen Gentium, dentro da doutrina da Igreja, voltando, assim a uni-la à comunidade dos santos, assinalada um novo ponto de partida.

 Alan Lucas de Lima | Gestor  do Pequeno Monge Agostiniano

Próximo texto: Maria na teologia do Vaticano II

18 Veja A. CARR, Transforming Grace, São Francisco, Harper & Row, 1988, p. 134-214, S. McFAGUE, Metaphorical Theology: Moldels of God in Religious Language, Filadélfia, Fortress Press, 1985, p. 98-101.

19 A. CARR, “Mary in the Mystery of the Church”, em Carol Frances JEGEN (org.), Mary According to  Women, Kansas City, Leaven Press, 1985, p. 12-13.

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