Nos passos místicos de Jesus, Afonso Maria de Ligório

Publicado em Atualizado em

Imagem
©Pequeno Monge Agostiniano – Arquivo pessoal

Não deixemos passar um só dia sem refletir na Paixão de Jesus Cristo, tomando-A por objeto de nossa meditação, ou então rezando a Via-Sacra. Segundo Santo Agostinho, nada existe que, com maior eficácia, nos possa auxiliar na aquisição da perfeição, do que a recordação cotidiana dos sofrimentos que Jesus Cristo suportou por nosso amor. Por isso dizia o padre Baltazar Álvarez que a perdição de tantos cristãos provém da sua ignorância a respeito dos tesouros espirituais que encontramos em nosso Salvador Crucificado.

Costumava, por esse motivo, dizer a seus penitentes que não deviam crer ter feito algum progresso na vida espiritual, enquanto não tivessem conseguido trazer constantemente em seus corações a Jesus Crucificado. Já Orígenes dizia que o pecado não pode reinar em uma alma que reflete muitas vezes na morte de Jesus Cristo. Além disso, diz Santo Agostinho que uma única lágrima que se derrame por causa da Paixão de Cristo vale mais do que uma peregrinação a Jerusalém e um ano de jejum a pão e água.

O divino Salvador quis padecer tanto para que nos lembrássemos sempre de Sua Paixão, visto ser impossível refletir nela e não se abrasar em amor de Deus, pois “o amor de Cristo nos constrange”, diz São Paulo (2 Cor 5, 14). Jesus é amado por poucos, porque só poucos meditam nos sofrimentos a que Ele quis se sujeitar por nossa causa; quem os medita amiúdo, não pode viver sem O amar, porque se sentirá constrangido por Seu amor de tal forma, que se lhe tornará impossível não retribuir o amor de um Deus tão amoroso, que padeceu tanto para ser amado por nós.

2. Veneremos também devotamente a imagem de Jesus Crucificado. Santa Gertrudes viu, em uma visão, como escreve Blósio, que Jesus contempla amorosamente todo aquele que olha devotamente um Crucifixo. Muitos cristãos têm em casa um belo Crucifixo, mas infelizmente só como ornato. Admiram sua perfeição, assim como a expressão de dor que reproduz; seus corações, porém, não se comovem ou só muito pouco, como se não fosse a imagem do Filho de Deus Humanado, mas sim de um homem que lhes é inteiramente desconhecido.

Santo Afonso Maria de Ligório

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s